sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

É como comer chocolate!!!

Chocolate é quase uma unanimidade, muito difícil encontrar quem não aprecie o seu sabor! Inclusive, neste exato momento, eu te convido a relembrar o sabor do seu chocolate preferido, mas vamos devagar, vamos começar do começo!! Lembre da embalagem, das letras, da cor, do barulho que ela faz. Agora vamos abrir o chocolate, pensa no som que faz ao ser desembrulhado. Agora visualiza a textura dele, a cor, o brilho, o cheiro dele. E agora, finalmente, pode comer!!! Delícia, hein? Deu até água na boca!

Entretanto, por mais que você faça uma força tremenda para imaginar tudo isso, por mais que você saiba exatamente o sabor que seu chocolate preferido tenha, por mais que você tenha muito claro em sua memória o cheiro, a aparência, a cor, tudo que está relacionado ao doce, mesmo assim, nada se compara à experiência propriamente dita; a sensação verdadeira de qualquer coisa que façamos só é possível através da experiência, da vivência, o resto é só uma ideia, uma lembrança. Assim mesmo é com Deus!

Uma experiência, por mais forte que tenha sido, não é capaz de suprir ou de satisfazer a necessidade inata de nossa alma por Deus. Precisamos renovar sempre nosso relacionamento, nossa intimidade, nossa vivência com esse Amor. Podemos ter uma vaga lembrança do que foi aquele encontro, aquele momento, mas com o tempo essa lembrança vai diminuindo, vai entrando em choque com tantas outras lembranças, afazeres, obrigações, com a correria do dia a dia e inevitavelmente tudo acaba virando apenas uma recordação.

Recordar essa experiência não se trata apenas de se abastecer de emoções, até porque uma fé vivida apenas à base de emoções facilmente desmorona; é importante buscar sempre mais, estudando, partilhando com outras pessoas sua própria fé e principalmente, é ESSENCIAL viver o amor, viver na solidariedade aos irmãos, nas palavras de afeto e esperança, dando testemunho do que é ser de Deus. É na vivência SÉRIA da Eucaristia, na Palavra de Deus, no compromisso com  a Igreja que vamos renovando e vivendo plenamente a experiência de Deus.

Se para sentir o gosto REAL do chocolate você precisa comê-lo e não somente pensar no seu sabor, assim mesmo é com Deus, é preciso viver para poder sentir seu Amor. Deus não pode e não deve ser só uma lembrança, mas uma experiência real, diária, viva e transformadora em nossas vidas. Tem que ser hoje, agora, todos os dias, sempre! SEMPRE!

Deus nos abençoe e Nossa Senhora interceda por nós!


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Que pode deter a força do sol?

Quem pode? Mesmo diante das nuvens mais espessas, mesmo nos dias mais nublados, mesmo que ninguém acorde para vê-lo nascer, mesmo assim ele está lá, poderoso, forte, implacável, tal qual um astro-rei deve se comportar. O seu brilho é capaz de iluminar e dissipar qualquer treva que a noite insiste em trazer e mesmo diante daquelas mais escuras, existe a esperança que nos faz acreditar que no outro dia o sol há de brilhar e trazer novamente o calor, a luz, a vida! Nos dias de chuva, por mais que sejam torrenciais, mesmo que sejam devastadoras ou até mesmo que sejam garoas, ainda assim, temos convicção que o sol voltará para secar toda água e assim podermos sair de casa, de nossa cama, daquela preguiça que a chuva traz consigo e poder viver novamente, continuar de onde paramos ou quem sabe recomeçar tudo. Assim é o sol: não podemos conter seu brilho, seu calor; sua força gera vida, tudo gira em torno dele e sem ele não existiria vida em nosso planeta.

"O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; 
sobre aqueles que habitavam uma região tenebrosa resplandeceu uma luz" 
(Is 9, 1)

Assim é Deus, como o sol para nós. Não podemos deter essa força, nada pode impedir seu brilho, sua luz, seu calor. Mesmo diante dos dias mais escuros, mesmo diante das maiores angústias, o Amor de Deus não nos abandona, tudo passará e poderemos ver novamente a força de Deus agindo em nossas vidas. Mesmo naqueles dias onde tudo parece nublado, cinza, sem cor, mesmo que as aflições pareçam tamanhas a ponto de nos tirar a vida, mesmo assim, Deus continua lá, firme e forte, e precisamos esperar para novamente enxergar sua luz e poder ressuscitar. Assim é a vida, em muitos momentos não enxergamos o sol, não sentimos nem o seu calor, mas sabemos que ele existe, que ele está lá e em algum momento ele voltará; assim é com Deus, em muitos momentos simplesmente não sentimos sua presença, seu amor, mas Ele está lá não importa a dor que sintamos, e precisamos crer cada dia mais que vamos vencer, que Deus olha por nós, que Ele virá e dissipará toda treva, enxugará toda lágrima.



A natureza, sabiamente, entende que precisa do sol para sobreviver, mas também sabe que sem a chuva, sem os ventos, até mesmo sem a noite, morreria; aprendamos com ela, porque precisamos mais que tudo do sol, de Deus, mas sem as pedras, sem as dores, sem o sofrimento, não alcançaremos a salvação, porque não existe ressurreição sem a cruz; os dias de chuva e as noites escuras são essenciais para percebemos o que significa o sol, Deus para nós e assim possamos abrir nossos corações para que a Luz de Cristo entre e nos faça viver!

Deus nos abençoe e Nossa Senhora interceda por nós!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

E se Deus me chamar hoje?

Interessante perceber como o tempo de Deus é tão diferente do nosso; quando estamos vivenciando certo momento ou esperando algo acontecer, parece que tudo acontece de forma lenta e a ansiedade e a angústia tomam conta de nosso coração que tem tanta dificuldade para esperar em Deus. A experiência, entretanto, vai nos provando que na verdade tudo acontece como tem que acontecer, no tempo certo, afinal muitas vezes não estamos preparados para as bençãos de Deus, é preciso calejar o coração e a alma para acolher as maravilhas que Deus quer realizar em nós e para nós.

Só que existe outra coisa que nem percebemos na nossa caminhada: reclamamos das demoras de Deus mas nem se quer cogitamos pensar nas nossas demoras, na nosso lentidão, na dureza de nosso coração em se converter. Queremos que Deus apresse tudo, mas não nos esforçamos nenhum pouco para apressar nossa intimidade com Ele, vamos prolatando nossa conversão, sempre achando que temos todo tempo do mundo.

Obviamente o Evangelho vai fazendo sua obra em nós, mas quanto tempo demora pra isso acontecer? Fico me perguntando quantas pregações sobre amor, paciência, solidariedade, eu já escutei em minha vida e quanto isso fez alguma transformação em mim. Escutamos, nossa inteligência alcança a dimensão daquelas palavras, mas nosso coração é duro feito pedra e quase nunca é capaz de colocar IMEDIATAMENTE em prática o que ouviu. 

Claro que tudo tem seu tempo e a persistência faz parte desta caminhada. Deus sabe o quanto somos lentos e fracos e mesmo assim nos escolheu, então deve ter um motivo, Ele tem esperança em nós. Isso não quer dizer, entretanto, que devemos ficar esperando e achando que um dia, finalmente, vamos acordar dispostos a mudar de vida completamente. NÃO! Hoje deve ser o dia, agora é a hora. Se o Evangelho não me incomoda, tem alguma coisa errada aí. Evangelho é duro, difícil de digerir, exige de nós força e determinação. Não é fácil ser Cristão, mas é preciso buscar, mesmo que com passos lentos, mesmo com "passos de formiga e sem vontade". 



Existem coisas tão básicas na vida de um cristão que ainda não consigo viver, mesmo com 8 anos de uma caminhada séria, que me faz questionar o quanto eu permiti de fato que Deus entre dentro de mim, do meu coração, me fez questionar o quão séria é minha entrega e meu crer. Eu não precisei vivenciar nenhuma experiência extraordinária para perceber que minha boca louvava, mas meu coração estava longe; eu apenas olhei-me diante do espelho e me deparei com a seguinte questão: SE DEUS ME CHAMAR HOJE, O QUE TENHO PARA LHE OFERECER? E isso me incomodou bastante. 

E se Deus te chamar hoje? O que tens para oferecer? 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Amanhã pode ser tarde!

Quanto tempo nós temos? Como será o amanhã? Responda quem puder... Nossa vida é um brevíssimo segundo, já dizia Santa Teresinha do Menino Jesus, não sabemos quanto tempo temos, tão pouco o que pode nos acontecer daqui um segundo, o que sabemos é que estamos a merce das pessoas, do tempo, das situações e não temos controle absolutamente de nada, além de nossas escolhas, claro.

Gosto de observar as pessoas, as expressões e imaginar a história de cada um, de como chegaram ali, se aquele sorriso significa alegria ou dor, se aquele olhar significa solidão, tristeza, amor, enfim, imagino a vida como um grande livro e as pessoas os personagens e penso no enredo de cada história deste livro. Dia desses estava esperando na fila de um banco e chegou um senhor, devia ter por volta dos 40 anos e ele era portador de necessidades especiais, pelo que observei ele deve ter sofrido algum tipo de derrame ou paralisia, pois tinha deficiências somente num lado do corpo. Sua expressão era de uma pessoa inteligente, pelo menos aparentemente, parecia que se esforçava para não precisar de ajuda, adaptou a bolsa ao corpo para poder ter maior agilidade. Comecei a pensar naquela história...será que há uns anos, antes de acontecer a tal paralisia, este homem podia sonhar como seria sua vida hoje? Certamente que não. Tantos sonhos, metas, objetivos, que simplesmente foram interrompidos por uma fatalidade.

Pelo que observei aquele homem logo adaptou-se à situação que não podia mudar e parecia que estava indo bem; mas mesmo assim, não pude deixar de pensar na revolta, na indignação  dele e até de sua família diante das circunstâncias. Por que comigo? É, não dá pra responder isso, nem esta pergunta, nem as tantas perguntas que temos dentro de nós.



Lição que tirei daqueles breves minutos foi que precisamos viver cada dia como sendo o último. E você pode dizer: que original, todo mundo fala isso! E é verdade, todos falam...mas quantos vivem? Parece que vamos viver eternamente e na juventude, dificilmente as pessoas pensam que vão envelhecer, que podem sofrer algum acidente que as inviabilizem de realizar seus sonhos, que podem perder tudo materialmente falando, parece que as pessoas acreditam que tem tempo de sobra, mas quer saber a verdade? NÃO TEMOS TODO TEMPO DO MUNDO. Não estamos imunes a nada, tudo pode nos acontecer, de bom ou de ruim. E isso não é ser pessimista, mas realista!

Precisamos aproveitar nosso tempo de hoje, nas condições de hoje, com a saúde de hoje, com a juventude de hoje. Amanhã pode ser tarde! Precisamos amar hoje, cuidar dos pobres e esquecidos hoje, BUSCAR A DEUS hoje. Amanhã pode ser tarde! 

"Deixe de agir como se a vida fosse uma repetição. Viva este dia como se fosse o último. 
O passado terminou e se foi. O futuro não está garantido." 
(Wayne Dyer)

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Meu facebook, meu diário!

Certamente, além da péssima qualidade nos nossos canais abertos, estes realitys shows trouxeram consigo um outro mal impressionante: auto-exposição. Parece que depois que pessoas normais começaram a aparecer na TV e ganhar a simpatia (ou ódio) de toda uma nação, as pessoas também querem ter essa sensação, pelo menos uma pequena demonstração e acabam abrindo a sua vida a quem desejar possa (e a quem não desejar também!!!).

Eu lembro que na minha época de adolescência, gostávamos de guardar segredos, de ter nossos diários guardados a sete chaves, ninguém sabia quem gostava de quem, só desconfiávamos e era muito divertido todo esse mistério. Hoje, é só abrir o Facebook que você sabe tudo que uma pessoa faz: seus horários, hábitos, gostos. Sem falar da famosa exposição de sentimentos, normalíssimo ver as pessoas soltando "indiretas", declarações de amor eternas ( que acabam durando uma semana) e até mesmo usando as redes sociais pra brigar publicamente. 

Fico me perguntando qual o objetivo disto tudo! Confesso que sou uma grande fã das redes sociais (twitter, facebook, instagram), mas seu uso deturpado acaba desviando o verdadeiro intuito de participarmos destas redes. Ao meu ver, elas devem ser usadas para propagar ideias, notícias, campanhas sérias; servem também para reencontro de pessoas, para partilhar boas (ou más) experiências, reflexões interessantes; acredito ainda ser possível usar as redes para recados rápidos, que não puderam ser passados por ligação ou mensagem. O que encontramos, porém, é praticamente uma agenda, com tudo que você fez, faz, irá fazer...tudo que você pensa, não pensa, pensará ou deixará de pensar. Como assim, Bial?



Se formos ver um pouco mais a fundo, acredito que dentro desta necessidade de auto-exposição existe uma carência e uma necessidade de chamar atenção. Queremos de alguma maneira que as pessoas gostem de nós ou tenham, pelo menos, uma ideia do que achamos que somos. Queremos gritar o que existe dentro de nós e óbvio que isto é saudável, mas no lugar certo, com pessoas corretas e não com o mundo inteiro. Ao nos expormos, estamos também nos abrindo ao julgamento e pior, julgamento destrutivo; estamos dando espaço para que as pessoas entrem em nossas vidas de forma superficial, o que pode NA MAIORIA dos casos gerar dor, mágoas, desentendimentos. 

Eu prefiro ficar com o pensamento de São Francisco de Assis: O homem vale o que é diante de Deus e nada mais!! Quem dera que nós abríssemos nossas vidas a Deus também, que pudéssemos contar pra Ele (mesmo Ele sabendo de tudo) nossas vidas, alegrias, tristezas, sucessos e derrotas. Deus quer ser nosso amigo, e não vai nos julgar, mas nos amar e mostrar a direção correta. Devemos sim mostrar quem somos sem máscaras, mas não precisamos fazer de nossa vida uma grande novela, quem abre sua intimidade não pode reclamar de "que se meteram na sua vida"; mas quem abre sua intimidade para o Pai, pode ter certeza que não será confundido, ao contrário, poderá enxergar a si mesmo como Ele mesmo nos enxerga, com olhos de amor e misericórdia e aí não importa o que os outros pensam de mim, mas somente o que DEUS PENSA DE MIM! 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Radicalidade X Fanatismo

Viver a radicalidade do Evangelho deveria ser um desejo de todos nós cristãos, mas infelizmente, muitos não entendem o que significa ser RADICAL. Uns acreditam tratar-se de exagero, outros deturpam o sentido da palavra. Antes de tudo, é necessário compreender o que é radicalidade. Segundo o dicionário, radicalidade é uma palavra derivada de RADICAL, que enquanto adjetivo quer dizer que "pertence à raiz", "algo inerente a uma coisa, que é inseparável dela" e ainda, radical é "relativo a origem ou ao fundamento". Obviamente, existem outros significados para esta palavra, porém, para o que estamos querendo falar, essas são suficientes. 

Percebemos que quando somos radicais a qualquer coisa, quer dizer que estamos agindo conforme a origem, ao seu fundamento; seguir a Cristo, exige de nós uma radicalidade evangélica, exige que procuremos nos orientar conforme à Palavra de Deus, como se ela fosse inerente a nós, como se fossemos, eu e a Palavra, inseparáveis. O que acontece, no entanto, é uma RELATIVIZAÇÃO do texto bíblico, à algumas coisas eu me adéquo, outras, porém, é que precisam se adequar a mim. 

Quando tomamos a decisão de sermos cristãos de fato, precisamos entender que certas coisas deverão ficar para trás, precisamos nos desapegar de velhos costumes, práticas e pensamentos. A conversão acontece diariamente e apesar das dificuldades que o mundo impõe, vamos caminhando rumo à santidade. 

É preciso, contudo, pedir sempre discernimento e sabedoria, porque é muito fácil se perder nos caminhos da vida, mesmo aqueles que parecem ser de Deus. Quando menos esperamos, esquecemos o AMOR e só olhamos a LEI. 

"Fanatismo consiste em redobrar o próprio esforço quando nos esquecemos do objetivo" 
(Jorge Santayana)

Em outras palavras: é quando eu rezo, porque é uma obrigação; eu vou à Missa, porque se não for é pecado; eu ajudo quem precisa, porque preciso apagar meus pecados...e assim, esquecemos que devemos rezar para entrar em intimidade com Deus, de ir à Missa porque EU PRECISO deste alimento; de ajudar meu irmão, porque nele existe um "Cristo abandonado"...

O fanatismo por si só já é por demais perigoso para quem vive consigo, porém a tendência é sempre estender essa prática ao próximo e aí, começo a determinar o correto (do meu ponto de vista) e esqueço a realidade do meu próximo. Quero que ele tenha a mesma experiência que eu tive, que ele reze como eu rezo, que ele sinta como eu sinto. Calma, meu amigo! Cada pessoa tem sua história, a menos que ele queira abrir pra mim, a única coisa que eu posso fazer é respeitá-lo e esperar seu tempo. 

Talvez você pense: que exagero! Eu não sou fanático(a), eu não sou igual aos fundamentalistas que matam em nome de Deus. Será? Será que eu nunca matei meu irmão, mesmo deixando-o vivo? Desejar a conversão de todos à sua volta é algo admirável e precisamos lutar diariamente para que mais e mais pessoas conheçam a Verdade: Conhecereis a VERDADE e ela vos libertará (Jo 8, 32), só que a verdade só pode ser revelada PLENAMENTE através do testemunho, é isso que converte de fato. Muito mais que convencer o outro pela palavra, DIZENDO o que é o certo, é preciso mostrar com gestos, atitudes: Todavia, sede praticantes da Palavra e não meros ouvintes (Cf. Tg 1, 22).

Ser RADICAL é querer ser, pensar, agir, como Jesus. Ser fundamentalista é querer que os outros sejam, pensem, ajam como eu. Eu mato meu irmão sempre que ele sai do meu lado, sem se sentir melhor, amado, um filho de Deus. Eu lhe do nova vida quando ele sai de minha presença crendo que não importa por onde andou, Deus está de braços abertos pra recebe-lo, basta que se arrependa e deseje voltar!

Que Nossa Senhora, no seu silêncio, nos ensine a pregar o amor com gestos. Suas palavras foram poucas, mas seu simples "sim" mudou a história da humanidade, mudou a minha história. 


"Fale de Cristo apenas quando te perguntarem! 
Mas vive de tal maneira que te perguntem por Cristo!"
(Paul Claudel)

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Conversão é isso...

"Toda reforma interior e toda mudança para melhor 
dependem exclusivamente 
da aplicação do nosso próprio esforço." 
(Immanuel Kant)

É natural para o homem a mudança, mesmo que ele não deseje, mesmo que resista, mesmo que faça birra como uma criança mimada, não adianta, nada permanece como é, tudo muda, a todo instante. Cabe a cada um de nós aceitar e tomar as rédeas de nossas vidas, ou simplesmente ver o mundo se transformar e nós continuarmos com a mesma mentalidade e assim sofrer as consequências disto.

Na nossa espiritualidade também ocorrem mudanças, evoluções. Chamamos de conversão. Muitos ainda têm uma certa resistência a esta palavra, porque é usada erroneamente pelos nossos irmãos protestantes como mudança de religião, todavia, não necessariamente é preciso mudar de religião para converter-se. Pelo etimologia da palavra, vemos que no latim conversio significa voltar-se para; esta mesma palavra no grego corresponde a metá: depois, além, com, no meio de; e nóos ou nous: intelecto, mente, juízo. Numa tradução literal teríamos: ir além do pensamento; mas poderíamos também entender como: mudança de juízo e se for mais além, se relacionarmos isso com nossa ação seria também, mudança de atitude. Conversão é isso: é mudar de pensamento e de atitude. 

Estamos dispostos a mudar muita coisa em nossas vidas visando somente bens transitórios: alimentação, exercício físico, hábitos para preservação da natureza. Claro que estas são mudanças saudáveis e importantes, todavia, muito pouco fazemos para mudar de pensamento e atitude em relação a Deus. Até compreendemos de alguma forma a onipotência d'Ele no universo, mas quando se trata de minha pessoalidade, quando se trata de minhas atitudes particulares, costumamos ignorar a existência de Deus e agimos conforme nossos preconceitos e nossas racionalidades direcionam. É mais fácil!

É preciso, porém, sair deste comodismo. É preciso olhar para dentro de nós e analisarmos se nossas atitudes e pensamentos são de agrado do Pai, se estamos vivendo uma espiritualidade barata, fraca, superficial. É necessário olhar-se no espelho e confrontar a nossa verdadeira face, porque faz parte da natureza humana agir conforme os instintos da carne, todavia, recebemos o Espírito Santo e podemos vencer o maligno, basta que tenhamos força e coragem, decisão, esforço para alcançar a santidade, dia após dia. 


Pai, ajuda-nos a encontrar o verdadeiro caminho a seguir, que é Jesus Cristo. Nos dá força, coragem e sabedoria para te buscar, para vencer as barreiras de nosso comodismos e assim mudarmos nossos pensamentos e atitudes. Mãezinha, intercede por nós, sede para nós modelo de santidade e coragem, olhai nossas causas e apresenta a teu filho amado. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém!